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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

7 DE DEZEMBRO


Na Irlanda, neste dia, celebra-se o Povo das Fadas e os espíritos da natureza.
O “Povo Pequeno” era conhecido por vários nomes. As “Bean Sidhe”, ou Mulheres das Colinas, moravam escondidas nas colinas – “sidhe” -, de onde saíam apenas para anunciar a morte das pessoas com um canto agudo e triste. As “Leanan Sidhe” ou Fadas do Amor, ao contrário de suas irmãs, inspiravam os cantores e músicos com a beleza de seus cantos, mas faziam-nos morrer de saudade quando eles se afastavam. Na Romênia, os camponeses temiam a aparição da “Fata Padurii”, a Moça da Floresta, uma fada dos bosques cujo canto enfeitiçava os homens atraindo-os para a morte na escuridão dos bosques.
Dos seres elementais, os mais conhecidos são os “Brownies”, também conhecidos por “Pixies”, na Cornuália, por “Bodach”, na Escócia, e por “Fenodoree”, na Ilha de Man, gnomos amáveis que cuidam das casas onde moram. Os “Goblins” são grotescos e, às vezes, irritadiços, quando contrariados ou enganados; os “Míneros” cuidam das pedras e dos metais, se portando como verdadeiros guardiães da terra. Há também os elfos e as fadas escuras, que podem criar desconforto e pequenos contratempos para os moradores das casas, onde gostam de se esconder em lugares escuros e úmidos. Todos eles gostam de objetos brilhantes, moedas, pedaços de metais, cristais, pedras lunares, flores, fitas coloridas, biscoitos de gengibre, canela e mel, creme de leite ou manteiga e de música alegre, para poderem dançar.
Meveana, na Turquia, a dança rodopiante dos Derviches, uma ordem religiosa Sufi que usa esse tipo de dança para induzir a um estado elevado de consciência. A dança torna-se uma forma de reverência, unindo o indivíduo ao Divino e expandindo a percepção do Universo.
Halóia, ritual anual na Grécia dedicado a Deméter, deusa da terra e dos cereais, lembrando a busca de sua filha Perséfone e a morte da vegetação, prenunciando a aridez do inverno.
Fonte: livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.



sexta-feira, 5 de abril de 2024

5 de Abril dia da Deusa Kwannon

 

No Japão, dia para reverenciar a Deusa Kwannon, equivalente da Deusa Chinesa Kwan Yin, com oferendas de flores, velas violetas e incenso de lótus em homenagem aos ancestrais. No seu mito descrevi-se como ela nasceu das luzes do arco-íris e tinha como dom trazer alívio para o sofrimento e auxiliar na iluminação dos seres humanos. As mulheres que desejavam engravidar pediam bençãos e proteção para as crianças deixando oferendas de doces, incenso de lótus, frutas e flores. Para invocar suas bençãos de proteção, cura, amor e sabedoria, escreviam-se pedidos em rolos de papel de arroz, colocando-os nos altares dos templos.

Prepare um talismã que incentive os seus dons criativos:

Coloque uma pitada de chá preto e uma de arroz em uma sacolinha de pano amarela e metalize e plenitude, boa sorte e a expansão da sua vida invocando a benção de Kwannon, Guarde este talismã em seu altar ou perto dos mantimentos na sua cozinha.


Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Guia Prático de Rituais Para Celebrar a Deusa de Mirella Faur




terça-feira, 6 de dezembro de 2022

6 DE DEZEMBRO - Spenta Armaiti


Antiga celebração da deusa persa Spenta Armaiti ou Spandaramet, a “Piedade Divina” ou a “Devoção Bondosa”. Ela protegia a terra juntamente com as Amesha Spentas, as “Imortais”, guardiãs dos elementos e da vegetação, seu número variando entre seis ou mais. Essas deusas cuidavam da terra, da água, da vegetação, dos animais e dos metais, além de serem responsáveis pelos aspectos físicos e espirituais da vida. Posteriormente foram transformadas em Arcanjos.
Dia de São Nicolau ou “Santa Klaus”, o Papai Noel, um dos aspectos do deus Odin, festejado atualmente no Natal. Sua imagem surgiu apenas no século XIX, mas é repleta de símbolos antigos. Ele vinha do Norte, a direção sagrada da Antiga Religião; suas roupas tinham as cores da Deusa (vermelho, branco e preto); sua carruagem era puxada por oito renas (as oito direções da tradição xamânica) e ele descia pela chaminé trazendo presentes, como faziam os xamãs nórdicos quando, em estado de transe, “desciam” para o mundo subterrâneo e traziam as bênçãos da cura e das adivinhações para os moradores dos iglus. Há fontes que afirmam que o transe era provocado pelo cogumelo Amanita Muscaria, cujas cores são vermelho e branco.
Fonte: livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.




domingo, 4 de dezembro de 2022

4 DE DEZEMBRO

 4 DE DEZEMBRO

Celebração da deusa ioruba Oyá na África Ocidental. Originariamente a deusa padroeira do Rio Niger, Oyá passou a personificar a força das tempestades, dos ventos e dos relâmpagos. Seu nome em ioruba significa “quebrar, rasgar”, pois seus ventos quebram a superfície calma da água. Oyá é uma guerreira de temperamento fogoso, protetora das mulheres envolvidas em disputas ou lutas. Seu poder, no entanto, pode ser construtivo ou destrutivo.
Segundo as lendas, foi Oyá quem deu o poder do fogo e dos raios para seu irmão e esposo, o deus Xangô. Em seu aspecto escuro – “Egungun Oyá” – ela é a Senhora dos Mortos e sentinela dos cemitérios. Como padroeira da justiça e da memória, ela preserva as tradições ancestrais. Em seus altares ela recebe oferendas de vinho de palmeira, inhames, feijão e carne de cabra. Suas insígnias são os chifres de búfalo, a espada, o espanador, com o qual controla os eguns (os desencarnados), e o machado com duas lâminas. Seu culto migrou para o Brasil, onde é chamada de Iansã e foi sincretizada à Santa Bárbara; para Cuba, onde é Olla; Haiti, como Aido Wedo, e Nova Orleans, como Brigette, sendo uma das deusas importantes do candomblé, umbanda, santeria e vodu.
Fonte: Livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.



segunda-feira, 14 de novembro de 2022

14 de Novembro

 

Celebração da deusa celta Mocca e da deusa hindu Fórcis, as Deusas Mãe com cabeças de porca, protetoras das famílias e das crianças.
Desde o período neolítico existem representações de deusas da Terra com formas suínas, por ser a porca um animal extremamente ligado à terra, representando também a fertilidade. Em certos rituais, as mulheres usavam máscaras ou tatuagens de porcas, fazendo-se sacrifícios ritualísticos de leitões em Creta e durante os Mistérios de Elêusis. Essa reverência pela porca seria uma das explicações de sua abominação pelos povos patriarcais e pelos perseguidores dos cultos matrifocais.
Fonte o livro: “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.






sábado, 8 de outubro de 2022

8 de outubro - Audhumbla


Nos países escandinavos, reverenciava-se Audhumbla, a "Vaca Primordial", a Criadora da vida. De acordo com o mito, antes da criação, a Escandinávia era uma terra de extremos: gelo no norte, fogo constante no sul e caos no meio. Da interação do frio com o calor, da contração com a expansão, foram criados dois seres: Audhumbla, de cujas tetas jorravam rios de leite, e Ymir, o ancestral dos gigantes, que sugava todo o leite da Vaca Divina. Um dia, enquanto lambia o gelo salgado, Audhumbla pariu o primeiro ser humano - Bur, o avô do Deus Odin -, que matou Ymir e usou-o como matéria-prima na criação do mundo.
O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur




sexta-feira, 7 de outubro de 2022

7 de outubro - Cathubodua


Celebração de Cathubodua, antiga Deusa celta da guerra, venerada principalmente na Gália. Com esse nome também era designado o corvo guerreiro, símbolo das Deusas da guerra e da morte. Um aspecto da Deusa irlandesa da Terra, Banba, tinha um nome similar - Cathubodia - representando a Deusa como Senhora da Morte.
Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur




sexta-feira, 22 de abril de 2022

22 de Abril - Festival de Ishtar

Festival de Ishtar, na Babilônia, deusa que representava a força da vida e da luz, sendo reverenciada como a deusa da sexualidade e da fecundidade. Seu culto foi proibido pelos hebreus patriarcais e sua figura denegrida pelas Escrituras, passando a ser considerada como “A Mãe das Prostitutas” ou “A Grande Prostituta da Babilônia”.


*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.




sábado, 19 de fevereiro de 2022

19 de Fevereiro


Celebração de Saga, a Deusa escandinava da sabedoria, que conhecia as leis do Universo e as ensinavam aos humanos. Ela morava numa cachoeira e oferecia aos visitantes o elixir da inspiração em uma taça de ouro. Invoque a orientação de Saga antes de iniciar qualquer trabalho literário, científico ou artístico e sua fluência antes de palestras ou aulas.
Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur




sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

18 de fevereiro

 Comemoração da Deusa romana Lara, a Mãe dos mortos, guardiã dos espíritos ancestrais, das famílias e da comunidade. Neste dia os romanos apaziguavam os conflitos e resolviam suas divergências familiares, para propiciar uma atmosfera de harmonia ao longo do ano.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur




quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Deusa Hathor

Deusa Hathor é uma das mais importantes Deusas do Egito. Seu culto se estende por mais de 3000 anos. Geralmente ela é representada como uma Vaca e ela está relacionada ao destino e aos prazeres carnais.



Devido à grandeza de seu culto (tanto territorial quanto temporal) é comum aparecerem variações dentro de seu mito. Portanto, por vezes é filha do Deus Sol, Rá, e por vezes é mãe dele.

Ela é geralmente representada como uma Vaca, mas também pode ser vista como uma leoa (sendo Hathor um aspecto da Deusa Leoa Sekhmet), uma figueira ou uma tamareira.


A Deusa Hathor é mais comumente retratada como uma mulher com cabeça de vaca, com chifres e grandes asas saindo de seus ombros. Essa representação é um pouco similar à da Deusa ísis e nessa forma ela também é responsável por dar à luz ao universo.

  • Atribuições: Deusa do sol, da fertilidade, do destino, das artes, do amor e do prazer terreno
  • Símbolo: Vaca, leoa, sistrum (um chocalho similar à ankh), espelho
  • Local: Egito




DEUSA HATHOR – DEUSA DA FERTILIDADE E DOS PRAZERES

Os egípcios viam o céu como a grande barriga de uma vaca e o sol era a luz que passava através do vão de seus chifres.

Devido a essa associação, a Deusa Hathor também era associada à fertilidade da terra e do povo, sendo, portanto, cultuada como uma Deusa da Fertilidade.

Muitos textos se referem à Deusa Hathor como “A dourada”, aquela que cria e fortalece os laços afetivos.

Esta é uma definição apropriada, pois a Deusa Hathor era patrona dos prazeres do corpo, incluindo música, arte, cosméticos, dança e o ato sexual. Neste aspecto Hathor é relacionada também com a Deusa Bast.




DEUSA HATHOR – DEUSA DO DESTINO

A Deusa Hathor governava tanto o nascimento quanto a morte e, nessa forma, ela era retratada como sete “Deusas Hathor”, responsáveis por predizer o destino inescapável de cada recém-nascido.

Como governanta do submundo era chamada de Rainha do Oeste, o ponto cardeal associado com a morte. Ela acompanhava seus devotos em sua jornada final, por isso rituais à sua devoção geralmente faziam parte de cada funeral.





DEUSA HATHOR – DEUSA DO AMOR


A Deusa Hathor foi muito amada no antigo Egito, mas possui uma história de origem um tanto conturbada. No início de sua existência ela era chamada de “Olho do Sol” ou “Olho de Rá” e nessa forma, era a Deusa da Destruição, a intensa e forte Deusa Sekhmet.

De acordo com a lenda, Rá, o Deus Sol, não estava mais sendo respeitado pelo povo do Baixo Egito durante seu mandato como Faraó e descobriu que o povo conspirava contra ele. Para resolver essa situação ele resolveu enviar seu olho para lidar com a questão.

O olho era a Deusa Sekhmet, que começou a matar centenas de pessoas e beber seu sangue. Quando Ra pediu que parasse, ela simplesmente o ignorou. O Deus então teve a ideia de colorir cerveja de vermelho (para lembrar sangue) e despejar pelos campos de batalha.

Sekhmet ficou tão bêbada com a cerveja que dormiu por três dias e foi purificada nesse processo, perdendo o gosto por sangue e carne humana. Ao despertar, ela mostrou uma face mais amável e benevolente, que é a Deusa Hathor.




DEUSA HATHOR – DEUSA DA NUTRIÇÃO

Originalmente a Deusa Hathor era uma personificação da Via Láctea, cuja criação foi considerada ser a partir do leite que fluiu de uma vaca divina.

Similarmente, temos a Deusa Grega Hera que também é simbolizada por uma vaca e também criou a Via Láctea.

Com a passagem do tempo Hathor absorveu os atributos de várias outras Deusas e acabou aproximando-se da Deusa Ísis, que em determinado momento usurpou sua posição como a mais poderosa e popular Deusa do Egito antigo.

Mesmo dividindo espaço com Ísis, Hathor continuou sendo muito popular na história egípcia. Diversos festivais foram dedicados a ela e o número de crianças que receberam seu nome é maior do que o número de crianças que receberam os nomes de qualquer outro Deus ou Deusa Egípcio.


INVOCANDO A DEUSA HATHOR

A Deusa Hathor é uma Deusa de muitos atributos e pode ser invocada por vários motivos, como por exemplo: Quando sentir-se em dúvida em qual caminho seguir na vida, para obter fertilidade onde precisar, para direcionar felicidade à sua vida e a de outros…

Abaixo segue um ritual simples para agradecer e fazer pedidos a essa Deusa:

Itens necessários:

  • Símbolo de Hathor (Algo que a represente, uma estátua, um espelho, uma vaca…)
  • Óleos perfumados e perfumes de seu gosto
  • Incenso, se desejar
  • Comida e bebida

Recolha-se para um local tranquilo quando for descansar, pegue o símbolo escolhido, lave-o e passe os óleos e perfumes nele. Enquanto faz isso diga palavras, recite poesias ou cante músicas de amor, alegria, carinho…

Ao terminar, acenda o incenso, agradeça por tudo e faça seu pedido. Guarde o símbolo e coloque ao pé dele como oferenda comidas variadas como bolo e frutas e também bebida, por exemplo cerveja e vinho.

Após algumas horas volte e coma as oferendas, a energia que Hathor precisava ela já retirou. Peça para sempre continuar no caminho da Deusa e agradeça novamente.





Fonte: https://www.santuariolunar.com.br/deusa-hathor/



















terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Deusa Mari

 Mari, essa deusa também pode ser conhecida como Mari Urrava, Ambotoko Mari (Senhora do Anboto), Murumendiko Dama (Senhora do Murumendi), Maiti ou Matxi. Ela é tida como a deusa da natureza e da fertilidade, e como a personificação da grandeza e majestade das montanhas na mitologia basca, sendo ainda a governante dos espíritos e dos demônios, dos trovões e dos relâmpagos.

É a divindade mais importante da mitologia basca. Seu esposo é o deus Sagaara (também chamado de Sugoi ou Maju).
A proximidade dos nomes Maria e Mari deve ter ajudado os antigos pagãos na adaptação da sua adoração a Mari para a sua veneração cristã a virgem Maria.
A deusa Mari é representada de várias formas: às vezes como várias mulheres, como diferentes animais vermelhos, como o bode preto, etc. Já o seu marido, Sugaara, aparece apenas como um homem ou uma serpente/dragão.
É falado que a deusa Mari é servida pelas Sorginak, que são criaturas semimitas impossíveis de diferenciar das bruxas ou dos sacerdotes pagãos. Como a lenda conta, um grupo de bruxas perto de Zugarramurdi reuniu-se no campo Akelarre e foi alvo da maior caça as bruxas da inquisição espanhola, em Logroño.





quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

5 de Janeiro


Festa de Befana, na Itália, reminiscência da antiga celebração da deusa Befana, a anciã, também chamada de La Vecchia ou La Strega, que trazia presentes para as crianças e expulsava os espíritos do mal com muito barulho, cantos e danças para marcar a saída da escuridão do inverno. Ainda hoje, em alguns lugares, costuma-se fazer uma boneca de trapos representando uma velha e pendurá-la do lado de fora da casa como proteção. Acreditava-se que os mortos que vinham visitar seus parentes no dia 1° de novembro ficavam até este dia, quando Befana os conduzia de volta às suas moradas.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur




terça-feira, 17 de agosto de 2021

Invocação para Skadhi

 "Eu sou Skadhi, a Rainha das montanhas. Caçadora destemida que desliza sobre skis, filha dos gigantes e Guerreira desafiadora dos deuses, que enfrenta a tempestade e domestica os lobos. Eu exijo o que é meu e faço a minha justiça, com arco e flecha cuido dos animais selvagens. Para mim vêm aqueles que querem tomar conta do seu futuro, que são honestos, corajosos e leais, pois Eu mostro a fria face da verdade."


Invocação para Skadhi. Magic of the Norse Goddesses. Alice Karlsdóttir




domingo, 3 de janeiro de 2021

3 de janeiro


No Egito, neste dia, reverenciava-se a Deusa Ísis em seu aspecto de Ísis Panthea ou Ísis todo-abrangente, a Senhora da Lua, mãe do Sol e das estrelas, rainha da Terra e de todos os seres vivos, protetora e condutora dos mortos.
Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur





quinta-feira, 5 de novembro de 2020

A sílaba 'ma'

 A sílaba 'ma', presente em inúmeros nomes das Deusas-Mães, significava 'ver' em egípcio e seu hieróglifo correspondente era um olho. A Deusa Maat, originalmente, era a detentora do 'olho que tudo vê'; posteriormente, esse atributo foi transferido ao Deus Hórus. Inúmeras estatuetas das Deusas neolíticas apresentavam grandes olhos em corpos femininos. Um dos símbolos da Deusa Inanna eram seus olhos e a Deusa assíria Mari era representada com grandes olhos que 'perscrutavam as almas dos homens'. O cristianismo denegriu esse poder do olhar feminino, transformando-o em uma forma de maldição pertencente às 'bruxas'. Esse dom era considerado tão poderoso que, durante os julgamentos da Inquisição, as supostas bruxas eram proibidas de olhar para os juízes, permanecendo todo o tempo de costas para eles. No entanto, curiosamente, até hoje em talismãs contra o mau-olhado, são usados símbolos femininos como búzios, olhos e triângulos iônicos.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur






sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Hagoromo: O Manto Celestial das Tennyos no Japão



Essa é uma antiga lenda sobre “Hagoromo”, o manto sagrado de penas das “Tennyo”, as donzelas celestiais nipônicas. Existem várias versões do conto que se passa em Miho-no-Matsubara em Shizuoka, um dos lugares mais paradisíacos do Japão. O local é conhecido como o extenso litoral de verdes pinheiros espalhados ao longo de sete quilômetros e, ainda, com vista panorâmica do Monte Fuji. Devido à sua beleza é designado como uma das “Três mais belas vistas do país”. Em suas praias, existe o “Hagoromo no Matsu“, um velho pinheiro com mais de 650 anos, que dizem ser a árvore onde a donzela celestial depositou seu manto celeste.

As Tennyo são consideradas “Tennins”, que literalmente significa “Seres celestiais” ou “Povo do Céu”, sendo classificados como servos dos deuses na mitologia japonesa. Lendas sobre essas criaturas aladas se originaram na Índia, tendo sua crença se espalhado por grande parte da Ásia, e incorporada em algumas religiões, inclusive no budismo japonês. O termo Tennin se divide em várias classes: “Tenshi” (anjos), “Ten no tsukai” (mensageiros celestes) e as “Tennyos” (donzelas celestiais).

Esses seres espirituais encontrados na cultura nipônica, são semelhantes aos ocidentais anjos, ninfas ou fadas. As tennyos são retratadas como belas mulheres trajando coloridos kimonos perfeitamente ornamentados com requintadas jóias e cachecóis esvoaçantes em torno de seus corpos. Geralmente carregam flores de lótus simbolizando a pureza espiritual ou instrumentos musicais, como “Biwa”(instrumento tradicional de cordas japonês) e a flauta. Todos os Tennin são capazes de voar. No entanto, no caso das Tennyo, muitas lendas contam que essa capacidade se deve às suas vestimentas — estas donzelas do céu não podem voar sem seus kimonos mágicos chamados de “hagoromo” (manto feito de penas sagradas). Muitas das lendas sobre esses seres celestiais permanecem até hoje na Terra do Sol Nascente.

Mitologia Japonesa
Fonte: Caçadores de Lendas



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A CAVEIRA FALANTE


Certa vez, ia um caçador pela mata quando se deparou com uma caveira a descansar sobre a relva. Ao ver que ela continuava viva, perguntou-lhe: – Quem te trouxe até aqui? A caveira bateu a mandíbula, como um boneco de ventríloquo, e respondeu: – Minha boca grande me trouxe até aqui! O caçador, assombrado, foi correndo falar com o rei. – Majestade, encontrei uma caveira falante no meio do mato! O rei, desconfiado, olhou o caçador de cima a baixo. – É verdade, majestade! Até falei com ela! O rei decidiu mandar um soldado junto com o caçador para verificar se a história era verdade. – Se estiver mentindo, passe-lhe a espada! – disse o rei, amante da severidade. O caçador e o guarda penetraram outra vez na mata. Chovia. Depois de chapinhar na lama, o caçador avistou a caveira no mesmo lugar onde a deixara. – Lá está ela! A caveira, lavada pela chuva, reluzia. O caçador aproximou-se, chamando o guarda. – Fala, caveira! – disse ele, num rasgo de coragem. Mas a caveira, nada. Um ruído rascante de espada sendo retirada da bainha gelou o sangue do caçador. Numa vertigem de desespero, ele lembrou da pergunta que fizera na outra ocasião. – Quem te trouxe até aqui, caveira? Diga! Silêncio, de novo. Então, o pânico apoderou-se da alma do caçador. – Fala, desgraçada! Quem te trouxe até aqui? Mas a caveira nada disse, e aqui se acabou tudo para o caçador. O guarda, manuseando a espada com admirável destreza, cortou fora num zás! a cabeça do mentiroso. Depois que o carrasco partiu, a caveira, virando-se para a cabeça, lhe disse: – Agora, diga lá, minha amiga: quem te trouxe até aqui? A cabeça decepada virou-se e disse: – Minha boca grande me trouxe até aqui!"

Trecho retirado de: Franchini, A.S. As 100 Melhores Lendas do folclore Brasileiro. L&PM, 2011







quinta-feira, 10 de setembro de 2020

10 de setembro


No Brasil, os índios tupinambás reverenciavam Muyrakitan, a Deusa que floriu as águas. Suas sacerdotisas virgens eram chamadas cunhatay e elas preparavam os amuletos de proteção com argila verde retirada dos lagos sagrados nas noites de Lua cheia.
Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur



quarta-feira, 2 de setembro de 2020

2 de setembro

Celebração de Asase Yaa, a Grande Mãe Terra do povo Ashanti, na África. Asase Yaa ou Aberewa e Asase Efua, era uma importante divindade da África Ocidental. Ela era a Criadora da humanidade e a condutora das almas após a morte. As pessoas invocavam-na no momento do plantio e também quando honravam seus ancestrais. Seu dia sagrado era a quinta-feira, quando a terra e os camponeses descansavam. O cristianismo encontrou uma forte oposição ao tentar mudar, neste local, o dia do descanso e ao designar as igrejas como lugar de oração, já que o local sagrado era a Terra, onde a Deusa morava. Até hoje os Ashanti oram: "Mãe Terra, quando morrer, irei para o teu ventre. Enquanto viver, dependo de ti. Por isso te amo e te reverencio".
Fonte: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur