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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A FÁBULA DO IMBECIL


“Dizem que, numa pequena cidade, um grupo de pessoas se divertia com o "imbecil" local, um pobre coitado, de "pouca inteligência", que vivia fazendo pequenas tarefas e pedindo esmolas.
Todos os dias, alguns homens chamavam o "estúpido" para o bar onde se encontravam e ofereciam-lhe para escolher entre duas moedas: uma grande, de menor valor, e a outra menor, valendo cinco vezes mais.
Ele levava sempre a maior e a menos valiosa, o que era uma risada para todos.
Um dia, alguém a assistir à diversão do grupo com o homem "inocente", chamou-o de lado e perguntou-lhe se ele ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos e ele respondeu:
"Eu sei, eu não sou tão estúpido. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo termina e eu não vou mais ganhar moeda alguma."
Essa história podia terminar aqui, como uma piada simples, mas várias conclusões podemos tirar desta fábula:
A primeira: quem parece um idiota, nem sempre o é.
A segunda: quem foram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: ambição excessiva pode acabar com a fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é:
1° - Podemos ficar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião sobre nós mesmos;
2° - O que importa não é o que os outros pensam de nós, mas o que cada um pensa de si mesmo;
3° - O verdadeiro homem inteligente é aquele que parece ser um idiota na frente de um idiota que parece ser inteligente!
Autoria desconhecida.



segunda-feira, 27 de abril de 2020

O Cavaleiro Apressado


Era uma vez um homem que estava dormindo. Enquanto dormia engoliu um animal venenoso que lhe ficou entalado na garganta.
Levantou-se numa espécie de delírio e começou a tossir e a se sacudir, tentando livrar-se de um mal que absolutamente não compreendia.
Um cavaleiro que passava por ali naquele momento viu, num relance, tudo o que havia acontecido. Imediatamente ergueu o chicote e começou a açoitar o homem, golpeando-o sem piedade, até que ficou negro e azulado.
0 homem, meio enlouquecido, tentou gritar-lhe que parasse, mas não conseguia fazer com que as palavras saíssem. Enquanto corria, ou se espojava no chão, ou se revirava, sempre recebia uma chuva de golpes implacáveis.
0 cavaleiro não dizia uma palavra.
Finalmente, como resultado de uma terrível náusea, o animal venenoso foi vomitado pelo ressentido estômago do homem aflito. 0 animal caiu ao chão e estrebuchou. 0 cavaleiro, sem uma palavra, esporeou o cavalo e partiu.
Somente então o homem percebeu que aquilo que lhe parecera um assalto injustificado, havia sido, na verdade, a única forma de se livrar do animal antes que o veneno fosse injetado em seu sangue.
Este tipo de coisa não acontece todos os dias, nem a todas as pessoas, nem todo o tempo. Mas, às vezes, há na vida de todas as pessoas ocasiões em que se pode estar recebendo ajuda embora se acredite que se esteja recebendo um malefício, e vice-versa. No ensinamento superior, o mestre não se exime de um dever tão penoso como o do cavaleiro em nossa parábola; como tampouco se pode esperar que ele seja invariavelmente duro.

terça-feira, 31 de julho de 2018

HISTÓRIA DO GATO SIAMÊS



Era uma vez, há muito, muito tempo no reino do Sião, uma donzela cujo pai era uma fera. 
A tal donzela era belíssima, e o pai não gostava que as pessoas ficassem olhando para ela. Então ele a exilou numa ilha deserta. 
Os deuses olharam e não gostaram, porque não era o destino da donzela ficar só. 

Na verdade, eles já estavam de olho num pescador para ser o companheiro da donzela. Só que o tal pescador nem sabia que a donzela existia. E se nem isso ele sabia, imagine se ele ia saber onde ficava a tal ilha!
Um problema.

Mas aí os deuses resolveram mandar um gato para ajudar o pescador. Um gato muito pálido, de olhos azuis. E os deuses fizeram com que o gato pudesse falar e nadar.

O pescador ficou tão espantado ao ver um gato falando e nadando que não pensou duas vezes: foi atrás dele e achou a ilha. Ele e a donzela se olharam e nem preciso dizer que foi amor à primeira vista (não sei não, mas acho que a donzela deixou de ser donzela).

Os deuses ficaram muito satisfeitos, e aí foram fazer um agrado no gato. Onde eles tocaram no gato, o pelo ficou mais escuro. Os pontos escuros no pelo dos gatos siameses são a sombra das mãos dos deuses.

E é por isso que os gatos siameses são faladores e também - dizem - eles nadam, mas só quando ninguém está olhando.

Texto de: Terezinha Bassani Campos

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mistérios da Vida

 Três amigos estavam em uma viagem para uma cidadezinha, e iriam encontrar um Sr. que diziam ser o habitante mais velho daquele lugar e diziam saber histórias que até Deus duvida, casos peculiares e sobrenaturais. 

Esses amigos eram jornalistas e estavam atrás de uma boa história, ainda mais uma que poderia ter um fundo de verdade, isso abalaria a sociedade.                 

 Eduardo e Raquel eram casados e João era um amigo de Eduardo desde infância, eles conheceram Raquel na faculdade de Jornalismo e de lá para cá não se desgrudaram mais. Eduardo se apaixonou por Raquel no instante em que a conheceu, eles tiveram um namoro rápido e logo se casaram e tiveram uma filha que se chama Ana.

— João, como foi mesmo que você ficou sabendo dessa história?

— A Eduardo eu já tinha ouvido por aí, algumas histórias de que essa cidade era bem misteriosa e pessoas sumiam aqui sem nenhuma explicação lógica, conheci um, cara que me disse algumas coisas tenebrosas e que já havia morado lá, e que todos falavam do Sr. Euzébio, o homem mais velho e sábio da cidade, diziam que ele sabia de todos os mistérios de lá, achei que seria uma boa ideia a gente ir lá conferir.

— Só você mesmo para colocar a gente nessas furadas, isso está me cheirando mal. — disse Eduardo.

 — Calma querido, se não der em nada pelo menos, vamos conhecer uma cidade nova, vamos encarar isso como um passeio.

 — Isso mesmo. — disse João. Chegando à cidadezinha, tudo parecia calmo, uma cidade normal, foram almoçar e tentar descobrir algo. Eduardo conseguiu descobrir uma ótima Pousada para eles passarem a noite, Raquel descobriu uma ótima lojinha de lembrancinhas e João encontrou o endereço do Sr. Euzébio com o rapaz da venda.

— Me parece que está indo tudo perfeitamente, acho que me enganei, João, essa cidade até parece bonitinha para relaxar.

— Talvez. — disse João.

— Como assim? — perguntou Eduardo.

— Bom quando eu perguntei na venda se alguém conhecia o Sr. Euzébio todos me olharam com uma cara séria e demoraram a responder, um rapaz perguntou o que eu queria, eu disse que viemos entrevistá-lo a respeito das histórias misteriosas que ele conhecia.

O rapaz me deu o telefone dele e disse: — você tem certeza de que quer saber?

 — Eu peguei o telefone e logo saí de lá, gente estranha. 




                                                                       ...

Chegaram à Pousada e já foram logo indo para os quartos. No caminho, João esbarro com uma moça e, quando João viu Clara, seu mundo parou, ele nunca tinha sentido algo tão forte e, ao mesmo tempo, tão reconfortante, como se tivesse encontrado a Paz em seus olhos. Clara, quando o viu, sentiu que o coração iria sair pela boca e, ao mesmo tempo, era como se ela tivesse encontrado algo por qual procurou a vida toda e não sabia que procurava.







 — Desculpe, Sr., eu sou meio desastrada — disse Clara.

— Não foi nada, prazer, sou o João. Ele estendeu a mão para ela, ela sorriu e apertou a mão dele e disse: — prazer, eu me chamo Clara.

— O que faz uma moça tão bonita nessa cidadezinha?

— Bom, eu recebi uma ligação do caseiro de um tio distante, dizendo que ele faleceu e eu era a herdeira da fazenda dele, e agora estou aqui, e você?

 — Nossa, sinto muito por sua perda, eu e meus amigos viemos entrevistar um senhor chamado Euzébio, nós somos Jornalistas.

— Obrigada, mas eu nunca o vi, vim mesmo porque minha mãe não pode vir. Olha, mas que coincidência, o Sr. que me ligou também chama Euzébio.

Se for a mesma pessoa, podemos ir juntos. Eu contratei um guia, porque dizem que é bem difícil chegar nessa fazenda.

 

— João, quem é a sua nova amiga? Disse Eduardo.

— Essa é Clara. — E esses são meus amigos Eduardo e Raquel.

— Prazer em conhecê-la — disse Raquel e Eduardo.

 Ficaram ali mesmo no corredor conversando, se conhecendo melhor, e descobriram que o caseiro da casa do Tio de Clara era também o homem que eles iriam entrevistar.

— Daqui a pouco o guia deve chegar, acho que ainda dá tempo de conhecermos um pouquinho da cidade antes que escureça. — disse Clara.

Olá sou Paulo, o Guia da cidade, estou procurando a Senhorita Clara.

Oi sou eu, gente, esse é o guia de quem lhe falei, ele foi indicado pelo gerente do hotel, será que ainda dá tempo de ver alguma coisa?

— Sim, podemos aproveitar o final da tarde para eu mostrar a cidade para vocês. — disse Paulo.

 — Está bem, deixa eu ligar para minha mãe e ver se está tudo bem com a Ana e avisar que chegamos bem. — disse Raquel.

Raquel foi ligar para sua mãe e voltou logo.

— Vamos, gente, já liguei e estão todos bem em casa, podemos aproveitar o passeio.




 O Guia foi mostrando os campos e contando algumas histórias da cidade para eles. A cidade era linda, aquelas cidadezinhas do interior, com cara de aconchego. Eduardo e Raquel se sentiam em férias, afinal amavam sua filha, mas desde que ela chegou, eles quase não tinham tempo para eles mais. Clara e João vinham logo atrás conversando, ambos sentiam como se já se conhecessem há tempos e aquilo fosse apenas um reencontro, mas nenhum deles quis comentar isso, resolveram curtir o momento.

Voltaram para a Pousada, afinal já estava escurecendo, e pela manhã o guia iria levá-los para as estradas vermelhas e até a fazenda onde estava o Sr. Euzébio, pois era muito afastada e ambos não saberiam chegar. Já era noite, e João estava na varanda quando Raquel apareceu e ele estava olhando para o céu.

— Não me lembro de te ver assim com os olhos brilhantes há tempos, o que está te fazendo tão feliz? Não é só essa suposta história que esse Sr. pode nos contar, não é?

Ele olhou para ela com um sorriso no rosto e disse: — Não Raquel, não é só isso parece que encontrei a paz, não sei te explicar, desde o instante em que conheci a Clara parece tudo mudou, foi envolvido por uma imensidão de sentimentos que não senti antes, quando olho nos olhos dela me sinto totalmente confortável como se a já conhecesse há muito tempo, não sei explicar.

— Acho que você foi fechado pelo cupido meu amigo, fico feliz por você, disse ela com um sorriso no rosto e feliz por ele.

 

 

Era de manhã e eles já estavam na estrada, estavam chegando nas terras vermelhas e ainda não tinham entendido o porquê do nome, até verem que os campos eram de terra vermelha, muita terra vermelha por todo lado, tinha arvores verdes, mas no chão apenas à terra vermelha e na estrada muita lama, passaram por fazendas, os bois e vacas bem magros, o tempo foi mudando e o céu ficou nublado, todo o campo por, onde passaram eram vermelhos, com cercas pretas algumas árvores verdes e a maioria arvore secas.







 — Bom, daqui para frente temos que ir a pé, não dá para ir de carro, pois são dunas de terra vermelha e têm apenas pontes, aqui chove muito e tudo vira lama, então não tem estrada — disse o Guia.

Todos desceram do carro e caiu uma leve garoa. Estava frio, começaram a andar pela estrada cheia de lama, pelo caminho chegaram a ver alguns animais mortos, cada passo que davam, o local ficava mais aterrorizante.

— Nossa, esses bichos estão passando fome, estão morrendo — disse Clara.

 — Essa região sempre foi assim, procurem não se abalar, daqui para frente só piora. — disse o Guia.

— Acho melhor voltarmos, não estou gostando disso, esse lugar é horroroso — disse Raquel com um aperto no peito e agarrou a mão de Eduardo.

 — Vamos voltar, também não estou gostando disso. — Disse João.

Todos concordaram, mas o Guia disse: — Estão tão perto de descobrir o que vieram buscar, vão se deixar abalar por isso?

Todos se entreolharam e continuaram, passaram por duas pontes de madeira já bem velha e o que tinha em volta era muita lama, como se fosse um rio de lama vermelha. Chegaram a uma estrada e nela tinha cervos mortos e moscas, alguns cervos magros, mas sem forças para se levantarem devido à fome, tinha uma vaca já morta e um bezerro bem magro caído ao seu lado, agonizando de dor, uma cena horrível de se ver. Eles estavam horrorizados com o que viam, só piorava e odor de podridão cada vez pior.

  Clara apertou a mão de João e seu coração foi à boca, uma mistura de medo, pena e nojo, ao ver aquela situação. Começou a chover e eles apertaram o passo, passaram por outra ponte. Quando ela quebrou e o guia foi levado pelo rio de lama vermelha, eles gritaram e tentaram ajudá-lo, mas não conseguiram.

Raquel abraçou Eduardo e disse: — O que vamos fazer agora?

— Temos que continuar, afinal, não tem como a gente voltar.

Sentiram pela perda do Guia e tinha esperança de encontrá-lo vivo, Eduardo e Raquel estavam um pouco na frente e já tinham saído da ponte, quando João e clara estavam prestes a sair, um pedaço da ponte de madeira cedeu e Clara caiu, mas João foi mais rápido e conseguiu puxá-la pelo braço, já perto da beira entre ponte e terra.

— Ainda bem, fora apenas um susto — disse ele abraçando-a, olhando em seus olhos e perguntou se estava bem. Ela, olhando para ele, respondeu que sim. O tempo foi se abrindo e viram uma casa logo à frente, no que parecia um chalé. Chegando lá, avistaram um senhor na varanda fumando um cachimbo, aparentava ser de origem indígena e bem velho.

— Eduardo perguntou —   Ei você é o Sr. Euzébio?

 — Sim, sou eu, vamos entrar, vocês estão molhados e devem estar com frio.

 Eles entraram, o Sr. deu toalhas para que eles se secassem e eles foram contando o que tinha acontecido com o Guia e pediram um telefone para poder chamar o resgate.

— Não precisa, ele já foi resgatado, não se preocupem. — Disse o Senhor aparentando toda a calma do mundo em seu rosto.

— Como o Sr. sabe? Perguntou Eduardo.

O Sr. deu um leve sorriso no canto da boca.

— Eu sei tudo o que acontece por aqui.

— Como iremos voltar, a ponte quebrou, o Sr. conhece outro caminho? Perguntou Raquel.

— Sim, conheço, mas vocês não vão voltar, o caminho de vocês agora é outro.

— Como assim? Indagou João...

— Vocês vieram aqui atrás de uma história, uns conseguiram mais que isso

— Disse ele olhando para João e Clara.

— Sente-se eu vou lhes contar o que aconteceu e vocês irão entender tudo.

 

 




                                                                              ...

O telefone tocou na casa da Dona Joana, a mãe de Raquel.

 — Alô, poderia falar com a Sra. Joana?

— Sim é ela, em que posso ajudar?

—  Sra. me chamo Paulo, sou policial e estou ligando a respeito de Raquel

Montego Silvano e Eduardo Silvano a senhora os conhece?

— Sim, conheço é minha filha e o esposo dela, o que está acontecendo?

— Sra. por favor mantenha a calma, encontramos os documentos deles e junto tinha o seu contato, no carro em que eles estavam, ouve um acidente e eles entraram em conflito com outro veículo na Rodovia 37, infelizmente sua filha, o Sr. Eduardo e o outro passageiro que estava com eles, vieram a óbito, a motorista do outro veículo também veio a óbito, precisamos que alguém venha a cidade de Compadecida para fazer o reconhecimento dos corpos.

 Joana começou a chorar, não podia acreditar no que estava ouvindo, tentou se acalmar e escutar o que o policial dizia. Ela se acalmou, enxugou as lágrimas, pensou como iria contar para Ana, de apenas 3 anos, que seus pais haviam falecido, ligou para uma vizinha e pediu que cuidasse de Ana.

— A vovó vai ter que sair, mas a dona Maria vai cuidar de você até eu voltar. Ela pegou sua bolsa e sal as presas. Estava nervosa e queria que tudo aquilo fosse uma mentira. Chegando na cidade de compadecida, 2 horas após ter saído de casa, ela foi até a delegacia local e procurou por Paulo, o policial que ligará para ela.

Ele a levou até o IML da cidade para o reconhecimento dos corpos.

Ela viu ali sua filha e seu genro, do outro lado estava João, e em outra mesa uma moça.

— A Sra. está bem? Sim, respondeu ela chorando, essa é minha filha e meu genro, esse é amigo deles, o João.

 — Quem é essa moça? Perguntou ela.

 — Essa é a motorista do outro veículo, se chama Clara Albuquerque Ventosa, ela também morreu na hora, assim como eles, o legista disse que foi instantâneo, não sofreram.

— Eles estavam viajando?

Eu preciso saber para colocar em meu relatório — perguntou o policial.

 — Eles iriam a uma cidade vizinha aqui, fazer uma reportagem com um Sr. local, o nome da cidade é: Caminho de Deus.

O policial olhou para ela com uma cara de quem não nunca tinha ouvido falar.

 — Nunca ouvi falar dessa cidade.

— Como não, ela é cidade vizinha de compadecida.

— Não, Sra. Eu cresci aqui e vivi a minha vida toda aqui, nunca ouvi falar desse lugar.

— Mas isso é impossível, eles foram para lá, minha filha me ligou de lá ontem assim que chegaram lá, para dizer

que estava tudo bem.

 — Sra., aqui não existe uma cidade com esse nome, sou policial há 30 anos e nunca ouvi falar dela, bom a Sra. tem algum contato de algum familiar do outro rapaz? Nós não encontramos nada.

 — Sim, tenho, pode deixar, eu dou a notícia para a família.

 — Ok, Obrigado.

Paulo foi tomar um café, estava exaustado, e olha que o seu turno só tinha acabado de começar. Ele acordou mais cansado do que quando foi dormir.

— Nossa, parece que caminhei a noite toda, estou exausto. Comentou ele com um colega enquanto tomava um café.

— Seu espírito deve estar fazendo hora extra enquanto seu corpo dorme — disse o colega brincado.

— Eu não acredito nessas coisas, você sabe, mas está parecendo que trabalhei mesmo — disse Paulo.

Dona Joana saiu da sala e foi lá fora para ligar para a família do João, nem sabia como iria dar a notícia para eles, ela se sentou no banco de frente à delegacia, ao lado de um senhor que estava fumando cachimbo. Ela começou a chorar, e o velho Sr. lhe estendeu a mão com um lenço.

— Obrigada, hoje o dia está sendo terrível, perdi minha filha e meu genro no mesmo dia e ainda tenho que avisar à família de um amigo deles que eles também perderam alguém.

— Vocês não perderam ninguém, eles apenas estão seguindo outro caminho, não pense desse modo, lembre-se das coisas boas que viveram juntos. Ele colocou a mão em seu ombro e sorriu.

Ela parou de chorar e, de alguma forma, aquele Sr. a acalmou.

— Agora tenho que ir, até mais. — Espere, qual seu nome?

 — Eu tenho vários nomes, mas pode me chamar de Euzébio, todos me chamam assim aqui.




 Autora: Mayara Tamires de Oliveira - Wily Tamy





A CASA FANTASMA


Os fatos que vou contar é sobre uma casa, misteriosa e assustadora, onde ninguém tinha coragem de entrar. Muitas pessoas diziam que esta casa tinha uma lenda, esta lenda dizia que a casa tinha um fantasma que morava nela. Quem teve a coragem de entrar na casa já mais saiu, as pessoas que passavam por perto se aterrorizavam com os gemidos que ouviam vindo da casa.

  Certo dia tinha um menino jogando bola na frente dela, ele era novo na região, não sabia nada sobre os mistérios da casa, até que um certo momento desta brincadeira o menino deu um chute muito forte na bola e ela acabou entrando na casa. Ele, sem saber o risco que corria, acabou entrando dentro da casa para pegar sua bola. Quando ele começou a procurar, escutou um gemido vindo do porão. Bastante corajoso, foi ver o que estava gemendo tanto. Quando ele chegou no porão, não conseguia ver nada, só ouvir os gemidos.  Começou a andar e viu perto da janela uma caixa. Ele pegou essa caixa e abriu pra ver o que tinha nela. Quando ele puxou a tampa, viu um monte de gatinhos gemendo de fome.

Autor: Samuel Alexandre Ovinski



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A CASA DE ILUSÕES

Eu não queria mais viver aquilo. Eram noites e noites em claro. Eu sabia, que tão cedo não iria acabar. É só na minha casa... por quê? Minha mãe diz que é uma simples ilusão, que eu estou vendo coisas, mas sei que não. Desde que me mudei pra essa casa, comecei a ver coisas onde não tem. Mas... tem uma coisa que me agonia... eu sinto uma presença dentro do meu quarto, parece que tem alguém me olhando. Já fui em psicólogo pra ver se eu estava ficando realmente louca, mas não, nada consta.
Já é de muito tempo isso, mas eu nunca pensei em perguntar pra minha mãe quem tinha morado antes naquela casa horrenda. Na mesma hora que tive essa ideia, fui correndo falar com minha mãe, pra minha sorte ela não estava em casa... Euestava SOZINHA! Claro, sem dúvidas entrei em desespero. Eu nunca tinha ficado em casa sozinha, pelo menos não que eu saiba, talvez ela tenha feito isso pra eu ver que isso era apenas uma coisa da minha cabeça. Não tive coragem de ficar ali. Fui correndo para casa da minha amiga ao lado. Contei tudo pra ela.
            Ela me lembrou que a mãe dela lia cartas e aproveitamos pra ver o que estava acontecendo. Ela viu, falou um monte de coisas e eu não fazia a menor ideia do que ela estava falando. Demorou... demorou... até que ela disse:

- Já sei! Você tem alguém muito importante na família que morreuEu pensei, pensei, mas na hora não me veio à cabeça. Ela disse:

- É isso que está acontecendo, essa pessoa está aqui para te proteger.

Depois que ela me disse isso, fiquei pensando por muito tempo e no fim descobri que essa pessoa que veio pra me proteger era minha vó! Nossa, quando eu lembrei fiquei muito feliz, tão feliz que fui correndo contar para minha mãe o que havia acontecido, que aquele medo era apenas minha avó querendo me proteger. Quando cheguei lembrei que minha mãe não estava em casa, mais mesmo assim não fiquei com medo, pois sabia que era apenas minha avó. Demorou um pouco, mas ela voltou e contei tudo pra ela. Ela não acreditou muito, mais o que importa é que meu medo foi embora.

Autora: Maria Eduarda Cunha de Freitas




terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pequeno conto de amor


Era uma vez
um menino e uma menina
um menino muito bonito
e uma menina muito linda
moravam muito pertinhos
mas em mundos diferentes
ele num mundo só dele
e ela num mundo só dela
ele queria conhecer outro mundo
e ela queria viajar por aí
mas ele não podia seguir
como ela não podia partir
pois ele não enexergava
e ela com os pés não andava
então o senhor do destino
que conhecia os dois
perguntou se ele amaria um dia
sem os olhos para enxergar
e perguntou a ela se apaixonaria
se não conseguia nem andar
ele disse que enxergava andando
e ela disse que caminharia amando
então o velho abriu as portas
e os dois mundos se juntaram
um amor com o outro nos braços
e outro enxergando pelo coração amado
e foram felizes para sempre
vendo o mundo através do amor
andando pela vida através da paixão.





Rangel Alves da Costa
blograngel-sertao.blogspot.com
Rangel Alves da Costa


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O Silêncio que supera o bem e o mal


Perguntaram a um homem eminente que havia viajado muito ao
redor do mundo se poderia falar sobre alguém que tivesse conhecido.
Ele respondeu: "Viajei pelos sete climas, mas no mundo inteiro não vi mais
que um homem e meio.
A unidade foi um homem que morando numa zawya não falava nada de bom nem
nada de mal de ninguém.
A metade era um homem excelente nisto, que das pessoas somente falava o
bem."
Enquanto o bem e o mal te acompanharem, não terás coração clarividente nem
alma consciente; mas depois que deixes um e outro, tua alma será absorvida
dentro do segredo da santidade.



"Le Livre Divine"(Ilahi Nama), Farid ud din Attar

Tirado do Site:
http://www.sertaodoperi.com.br/